Obras Sociais Irmã Dulce

 
 
 

Cerimônia de Beatificação

 

“Por Nossa autoridade Apostólica, damos a faculdade para que a Venerável Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, (...) a qual, profundamente confiante na divina Providência, dedicou-se a ajudar os excluídos e doentes paupérrimos, nos quais reconheceu o rosto amoroso de Jesus Crucificado, seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem Aventurada, com sua festa fixada no dia 13 de Agosto, nos lugares e modos estabelecidos pelo direito, podendo ser celebrada cada ano”.

Eram 18h05 do dia 22 de maio de 2011 e a Carta Apostólica que alçava Irmã Dulce à condição de Bem-aventurada acabava de ser lida pelo delegado papal Dom Geraldo Majella. Num domingo inesquecível, diante de 70 mil pessoas, a cerimônia da beatificação no Parque de Exposições de Salvador atingia o ápice com a inclusão da religiosa baiana Irmã Dulce (1914-1992) no rol dos beatos brasileiros.

A missa seguiu o protocolo litúrgico do Rito de Beatificação do Vaticano. De início, o arcebispo metropolitano de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger – acompanhado do postulador da causa, Paolo Vilotta – solicitou ao Santo Padre que inscrevesse, na lista dos santos e beatos da Igreja, o nome da religiosa baiana. O público ouviu, logo depois, a nota biográfica sobre Irmã Dulce pelo bispo de Irecê (BA), Dom Tommaso Cascianelli. Representando o papa, Dom Geraldo Majella leu, finalmente, a tão esperada Carta Apostólica, consagrando Irmã Dulce como beata. Em seguida, o descerramento do véu que recobria a fotografia oficial da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, ao som do hino em sua homenagem, entoado por um coral de 206 vozes.

As relíquias – fragmentos ósseos do corpo da beata – chegaram ao altar pelas mãos da madre geral da congregação à qual pertencia Irmã Dulce (Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus – Ismic), Maria do Livramento. Em procissão, também subiram ao altar a mais antiga voluntária das Obras Sociais Irmã Dulce, Iraci Lordelo, a idosa Maria Domingas dos Santos, moradora da OSID, e a jovem portadora de necessidades especiais, Djane de Andrade, ex-moradora da instituição e já reintegrada ao convívio familiar desde 2004.

Emocionadas, a superintendente da OSID e sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Lopes Pontes, e a miraculada Cláudia Cristiane Santos de Araújo, acompanhada do marido e dos dois filhos, depositaram flores junto à imagem. A presidente Dilma Rousseff acompanhou toda a missa ao lado do governador Jaques Wagner. Também estiveram na cerimônia o presidente do Senado, José Sarney, o prefeito de Salvador, João Henrique e o ex-governador de São Paulo, José Serra.

A cerimônia, que terminou às 19h36, foi transmitida ao vivo pela internet nos sites da OSID e da Arquidiocese de Salvador e através de um pool de emissoras capitaneado pela TV Canção Nova, em parceria com a TVE Bahia.

A Bem-Aventurada Dulce dos Pobres é a primeira beata nascida na Bahia. A freira Lindalva Justo de Oliveira, beatificada em 2007, teve atuação religiosa no mesmo estado, mas era natural do Rio Grande do Norte. A beatificação é a última etapa antes da canonização - para a qual será necessária a comprovação de mais um milagre.

Papa felicita brasileiros

A festa da beatificação de Irmã Dulce mereceu a saudação do papa Bento XVI, em português, durante seu pronunciamento dominical no Vaticano. “Desejo também associar-me à alegria dos pastores e fiéis congregados em Salvador, na Bahia, para a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade, a serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a venerar os desamparados".

Encenação de “Nasce uma flor” emociona

Quando as pequeninas e sorridentes flores andantes ganharam o palco na primeira cena, tornou-se ainda mais comovente a ternura da canção Alecrim Dourado, uma das preferidas daquela que, em poucas horas, seria proclamada Bem-aventurada. As florezinhas anunciavam o nascimento de um Anjo Bom. Era o início da peça Nasce uma Flor, narrativa poética em que 550 crianças do Centro Educacional Santo Antonio (ligado às Obras Sociais Irmã Dulce) protagonizaram os episódios mais marcantes da vida de Irmã Dulce, juntamente com 25 idosos e 12 moradores da OSID. Dirigida por Bira Azevedo e exaustivamente ensaiada por três meses, a encenação – dividida em quatro atos e contando com objetos cênicos gigantes – emocionou o público presente e roubou lágrimas também àqueles que viveram intensamente os bastidores desse trabalho.

No palco, as brincadeiras de empinar pipa, a confidente boneca Celica, o Ypiranga, do artilheiro Popó, travestindo a paixão de Maria Rita Brito Lopes Pontes pelo futebol: coloridos movimentos de uma infância ativa foram o tempero inicial do rico mosaico de uma impressionante caminhada de fé e ação. Tempero, a cada cena, acrescido de novos elementos que certificaram os valores de uma vida entregue ao ato perene de Amar e Servir.

Da pré-adolescência, onde o desejo de se doar ao próximo tomou corpo, à ida para o convento em São Cristóvão (SE); Do início do trabalho nos Alagados à criação da primeira entidade católica voltada aos trabalhadores (União Operária); Do arrombamento de casas abandonadas e ocupação de espaços públicos – para abrigar doentes – ao nascimento de suas obras sociais, a partir de um galinheiro; Da relação com o santo de sua devoção à batalha diária por doações em prol de seus pobres; Dos encontros com o papa D. João Paulo II à sofrida despedida. Irmã Dulce esteve presente em tudo, sem, no entanto, ser interpretada por ninguém.

Vigília, missas e carreata na Semana da Beatificação

A programação festiva em torno da beatificação de Irmã Dulce teve início um dia antes do evento principal, com a realização no sábado (21 de maio), às 16h, de uma missa no Santuário de Irmã Dulce – Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma. Após a celebração religiosa, começou então uma vigília que se estendeu até a manhã do dia seguinte, quando fogos de artifício marcaram a alvorada festiva.

No dia 24, também na Igreja da Imaculada Conceição, foi realizada uma missa de agradecimento pela beatificação, seguida da entronização da imagem da Bem-aventurada Dulce dos Pobres. Dois dias depois, uma nova celebração, desta vez no Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões Filho, marcando o aniversário de Irmã Dulce (26 de maio).

A programação continuou no dia 27, com a missa de consagração e instalação do Santuário da Bem-aventurada, e terminou no dia 28, numa carreata com a imagem peregrina da Bem-aventurada.

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