Obras Sociais Irmã Dulce

 
 
 

A devoção a Santa Teresinha

 

A devoção a Santa Teresinha se inicia no momento em que ela entra para a vida religiosa. Ao iniciar a sua formação no Convento do Carmo, na cidade de São Cristóvão, Sergipe, Irmã Dulce, que ainda se chamava Maria Rita, entra em contato com a espiritualidade desta santa carmelita. Em uma carta escrita no período do seu noviciado à Madre Geral da sua congregação, ela expressa o seu interesse de seguir o caminho espiritual de Santa Teresinha, a chamada de pequena via, onde esta santa, doutora da Igreja, ensina que através dos pequenos gestos de amor podemos oferecer a Jesus grandes obras em prol do seu projeto de salvação. Diz a carta:

“Penso que só com o pequeno amor do meu pequenino coração, que ainda por mais amor que tenha, é pouco para um DEUS tão grande. A exemplo de Santa Teresinha, eu acho, que devem ser agradáveis ao Menino Jesus, todos os pequeninos atos de amor, por menores que sejam. Eu penso, que em todos os trabalhos que fizermos em todos os movimentos que praticarmos, podemos tirar proveito, para deles fazermos pequeninos atosinhos de amor” (carta escrita em 19 de março de 1933).

Esta santa carmelita descobriu que não precisava sair do Carmelo para ser missionária e grande colaboradora do Reino de Deus, alcançando assim a santidade. Mas esta poderia ser alcançada a partir do momento em que a alma faz tudo por amor a Jesus, mesmo que sejam gestos e ações pequeninas. Para esta carmelita, padroeira das missões, tudo o que é feito com amor e ofertado por amor pode ser útil para conduzir as pessoas para Cristo.

Irmã Dulce descobriu isto desde o seu noviciado e fazia destes pequenos gestos de amor um meio de aprofundar a sua espiritualidade e a sua doação na vida religiosa. E quando olhamos para a vida da nossa Bem Aventurada Dulce compreendemos o quanto isto foi levado a sério por ela. A sua obra evangelizadora e missionária, que testemunhou o amor e a caridade do próprio Cristo aos seus irmãos mais pobres, começou com pequenos gestos de amor a Cristo e aos irmãos. Foi por amor que se arriscou arrombando a casa abandonada para abrigar o jovem jornaleiro doente; foi também por amor que realizou o pequeno gesto de acolher os doentes e os pobres no galinheiro do convento, iniciando, assim, as suas Obras Sociais;foi também por amor a Cristo e aos irmãos que atendia a todos, incansavelmente na porta do convento, especialmente os mais pobres que recorriam a ela pedindo-lhe ajuda para as suas necessidades.

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