Inaugurado em 1998, o Centro de Reabilitação de Anomalias Crânio Faciais, o Centrinho, é a segunda maior unidade do país na recuperação de fissurados e referência para o Ministério da Saúde no atendimento a pacientes dos estados do Norte e Nordeste. O núcleo atende os portadores das chamadas anomalias labiopalatais, como o lábio leporino e a “goela de lobo”, problema que atinge cerca de 261 mil pessoas no Brasil, dos quais 30 mil são baianos. A grande maioria é de baixa renda.
As anomalias craniofaciais provocam danos físicos que se refletem no sistema respiratório, auditivo, digestivo, dentição e na articulação da fala, além de um forte impacto psicológico trazido pelo preconceito. Esse quadro se agrava quando as anomalias não são tratadas no primeiro ano de vida do paciente – problema que ocorre mais comumente nas camadas carentes da população.
O atendimento multidisciplinar do Centrinho – feito por assistentes sociais, psicólogos, odontólogos, odontopediatras, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, enfermeiras, anestesistas, cirurgiões plásticos e cirurgiões bucomaxilofaciais – investe na recuperação integral. No Brasil existem apenas quatro centros de reabilitação de fissurados. Os outros estão localizados em Bauru (SP), Santo André (SP) e Joinville (SC).
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