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CAPD celebra mais um Arraiá com show de Gilmelândia e apresentação da quadrilha Terecoteco
A alegria, a emoção e a reverência à cultura nordestina marcaram o tradicional Arraiá do Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência João Paulo II (CAPD), das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), que reuniu pacientes, colaboradores e familiares, na tarde ontem (11). A programação contou com a apresentação da quadrilha Terecoteco, formada por moradores e colaboradores da instituição, além de um show especial da cantora Gilmelândia.
Em homenagem à Copa do Mundo, todo o figurino e a decoração da festa foram confeccionados pela equipe de Costura da OSID, com o apoio de voluntários. A quadrilha trouxe ainda momentos de grande simbolismo, como o hasteamento da bandeira do Brasil e a emocionante entrada de uma participante vestida de freira, representando Santa Dulce dos Pobres. Durante a apresentação, frases e palavras que traduzem o Dulcismo foram entoadas. À frente da quadrilha Terecoteco há mais de 20 anos, o educador físico do CAPD e marcador da apresentação, José Carlos Sobrinho, celebrou a trajetória construída ao longo desse período. “Ao longo desses anos eu fui feliz e fiz muita gente feliz”, declarou.
Parceira de longa data da instituição e uma das responsáveis pela viabilização financeira do Arraiá, a cantora Gilmelândia destacou a felicidade de participar de momentos como esse. “É o lugar em que mais amo estar: cuidando do outro, trazendo felicidade para os moradores do CAPD. Por isso a gente veio à Terra, para olhar e cuidar do outro”, afirmou. Adilson Campos, um jovem com síndrome de Down, “filho” de Santa Dulce, verbalizou a felicidade de participar da quadrilha: “Eu gosto da Terecoteco, fico muito feliz, vou tirar foto” — referindo-se a um dos trechos da sua atuação na quadrilha.
Como não poderia faltar, a festa contou ainda com comidas típicas juninas e sorteio de brindes, tudo viabilizado graças ao apoio de doadores e voluntários que, por meio de gestos de solidariedade, tornaram o dia dos moradores da OSID ainda mais especial. Para a líder do núcleo, Licínia Rocha, a celebração vai além do entretenimento. “A ideia de fazer momentos como esse é fortalecer os vínculos que existem aqui entre os moradores, a equipe técnica e, principalmente, a equipe de cuidadores”, ressaltou.
O Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência João Paulo II é lar para 64 pessoas com deficiências múltiplas, oferecendo cuidado contínuo, oficinas terapêuticas, estímulo à autonomia e oportunidades de reaproximação de vínculos familiares e sociais já rompidos, consolidando-se como um espaço de esperança, inclusão e dignidade.