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Inclusão e cuidado humanizado: CAPD e CER IV reforçam legado de Santa Dulce dos Pobres
No mês em que se celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) reafirmam seu compromisso com a inclusão, o acolhimento e a reabilitação de pessoas com deficiência, mantendo vivo o legado de amor e serviço da Mãe dos Pobres. Historicamente, Irmã Dulce acolheu crianças e adultos com deficiência em situação de abandono, quando não havia políticas públicas ou rede de cuidados especializada. Hoje, esse legado pulsa forte em cada ação nas Obras, especialmente em núcleos que simbolizam essa missão: o Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência João Paulo II (CAPD), que abriga pessoas com deficiências múltiplas, oferecendo cuidado contínuo, oficinas terapêuticas, estímulo à autonomia, ou até mesmo a aproximação entre vínculos familiares e sociais já rompidos; e o Centro Especializado em Reabilitação Irmã Dulce (CER IV), promovendo reabilitação física, intelectual, auditiva e visual, além de apoio psicológico e social.
Vidas transformadas pelo cuidado – Lar de 65 moradores, o CAPD é palco de histórias que revelam como o cuidado humanizado pode transformar vidas. Mário Sérgio, 34 anos, vive na instituição desde os oito. Órfão, com deficiência intelectual e mobilidade reduzida, participa de oficinas de informática, bocha e artes, e já conquistou medalhas em competições esportivas. Outro exemplo de superação é Marcelo Teixeira, 40 anos, residente no CAPD desde os 4 anos de idade. O entusiasmo comunicado através de gestos e expressões é a tradução fiel de uma força que ultrapassa as barreiras da tetraplegia e da deficiência múltipla, resultando em uma jornada de participações em oficinas e eventos esportivos, com direito a conquista de um campeonato de bocha.
Na estrada desse amor sem medida, o CER IV segue também promovendo reencontros com a esperança, ao se destacar como um espaço onde o tempo é dedicado à escuta, ao cuidado e à transformação. Localizado em Patamares, o centro acolhe mensalmente cerca de 1.500 pessoas — crianças, jovens, adultos e idosos — que enfrentam desafios diversos, como deficiências físicas, intelectuais, auditivas, visuais, além de autismo, síndromes, amputações e alterações no neurodesenvolvimento. “Foi no CER IV que minha vida começou a mudar. Ali aprendi a usar ferramentas de auxílio, recebi apoio psicológico e, principalmente, me reencontrei. Hoje sou mulher deficiente visual, capoeirista, estudante de massoterapia e ativista da inclusão”, declara Renata Carneiro, de 25 anos, portadora de distrofia retiniana, uma doença degenerativa que causa a perda da visão.
Histórias como as de Mário, Marcelo e Renata revelam o impacto profundo de um ambiente que valoriza o ser humano em sua totalidade. “A missão da OSID é garantir acolhimento digno e promover ações que favoreçam a inclusão social e o exercício da cidadania”, destaca Licínia Rocha, líder do Centro de Acolhimento à Pessoa com Deficiência. Rosinei Lima, líder do Centro Especializado em Reabilitação, complementa: “Nosso trabalho ressignifica limitações, revela potencialidades e devolve esperança às famílias”.