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Mosteiro em São Paulo recebe palestras sobre legado e espiritualidade de Santa Dulce dos Pobres
O Mosteiro da Encarnação das Monjas Beneditinas Camaldolenses, em Mogi das Cruzes (SP), dedicou a edição de março do projeto Encontros Culturais à reflexão sobre a vida e o legado de Santa Dulce dos Pobres. Realizado no último dia 28 de março, o evento, que reuniu fiéis e estudiosos, integrou o ciclo anual “Sede Santos Como Eu Sou Santo”, no qual, mês a mês, diferentes santos são escolhidos como inspiração para debates e formações espirituais. Um dos destaques do encontro foi a participação da religiosa do Instituto fundado por Santa Dulce — Irmãs Filhas de Maria Servas dos Pobres — e assessora de Cultura Organizacional e Humanização das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Irmã Maiara Santos. A religiosa ministrou duas palestras que abordaram tanto a trajetória histórica de Santa Dulce quanto os fundamentos da espiritualidade que orientam a instituição fundada por ela.
Na primeira palestra intitulada “De Maria Rita a Irmã Dulce: o caminho da caridade”, Irmã Maiara apresentou ao público aspectos biográficos e institucionais da obra da santa brasileira, oferecendo um panorama da atuação da OSID. Segundo a assessora, revisitar a trajetória de Santa Dulce diante de públicos diversos é uma oportunidade de reafirmar a raiz social das Obras e apresentar a dimensão de gestão que marcou a atuação da religiosa. “Santa Dulce foi uma grande líder, foi uma grande gestora e é santa do nosso tempo”, afirmou.
À tarde, Irmã Maiara conduziu a palestra “A espiritualidade de Santa Dulce dos Pobres”, dedicada aos princípios espirituais que moldam o Dulcismo (o jeito Dulce de pensar, ser e agir), conceito que integra o planejamento estratégico da OSID. “Entendemos que é uma filosofia humanística que pode inspirar outras pessoas e instituições”. Para ela, levar esses valores a novos ambientes é uma forma de ampliar o impacto do legado da santa baiana: “Os valores do Dulcismo foram vividos por Santa Dulce, mas também podem ser vividos por seres humanos do bem, que desejam amar e servir”. Além da parte conceitual, a religiosa também apresentou elementos da vida institucional do legado, como o Santuário, o Memorial e a vivência religiosa dentro das Obras Sociais.
