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Obras Sociais Irmã Dulce recebem homenagem no 3º Congresso CONAMP Mulher
As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) foram homenageadas com a medalha Joana Angélica durante a abertura do 3º Congresso CONAMP Mulher, realizado entre os dias 19 e 21 de agosto, no Trapiche Barnabé, em Salvador. A comenda reconhece o legado de Santa Dulce dos Pobres e a relevância de sua obra aos mais necessitados. Promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e pela Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (AMPEB), o evento foi realizado pela primeira vez fora de Brasília. O encontro reuniu cerca de mil associados e convidados para debater equidade de gênero e a atuação do Ministério Público brasileiro sob essa perspectiva.
A medalha foi entregue pela procuradora-geral adjunta do Ministério Público da Bahia e coordenadora da CONAMP Mulher, Norma Angélica Reis Cavalcanti, e recebida pela coordenadora de Compliance da OSID, Mônica Palma, que representou a instituição na solenidade. Na ocasião, também foi apresentado um busto de Santa Dulce, produzido pelo artista plástico Bel Borba. A peça homenageia a santa, nomeada padroeira da Associação, e passará a integrar eventos institucionais da entidade.
A escolha de Salvador como sede do evento também reforçou a referência histórica de mulheres baianas que marcaram lutas e feitos relevantes, como Joana Angélica, Maria Quitéria, Maria Felipa e Santa Dulce dos Pobres. Para o presidente da AMPEB, Lucas Santana, a realização do congresso na Bahia tem forte simbolismo. “Quando jogamos holofotes nas boas práticas e nas lideranças femininas, ampliamos a representatividade, que inspira e se replica", afirmou. A presidente da Comissão da Mulher da CONAMP, Norma Cavalcanti, destacou a importância do congresso como espaço de reflexão e construção de avanços em favor da igualdade. “Este congresso é uma oportunidade para refletirmos sobre justiça, inovação, transformação social e poder feminino”, destacou.
Para Mônica Palma, a homenagem, para a OSID, tem significado especial. “Santa Dulce foi uma mulher à frente de seu tempo, movida por uma fé inabalável e pela convicção de que toda pessoa tem direito à dignidade. Ela rompeu barreiras e ocupou espaços de liderança em uma época em que esses espaços eram ainda mais restritos às mulheres. A homenagem do CONAMP reconhece não apenas a história de uma mulher, mas um legado que permanece vivo e nos inspira diariamente a cuidar, incluir e acolher”, destacou.