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Câmara Municipal de Salvador outorga primeira Medalha Santa Dulce dos Pobres a Maria Rita Pontes

Câmara Municipal de Salvador outorga primeira Medalha Santa Dulce dos Pobres a Maria Rita Pontes

Cercada de familiares, amigos e admiradores do seu trabalho à frente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), a superintendente da instituição, Maria Rita Pontes, foi homenageada com a primeira Medalha Santa Dulce dos Pobres, honraria concedida pela Câmara Municipal de Salvador. A solenidade de outorga da medalha que reconhece pessoas e entidades com relevante trabalho social foi realizada na noite da última segunda-feira (2), no Plenário Cosme de Farias, e contou com as presenças do arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger; do vice-prefeito da capital baiana, Bruno Reis; do presidente do Conselho de Administração das Obras Sociais, Ângelo Calmon de Sá e da irmã da freira, Ana Maria Pontes, além de conselheiros e profissionais da OSID, integrantes da rede Amigas de Dulce e voluntários mirins da instituição.  

Após a execução do Hino Nacional pela Banda da Guarda Civil Municipal de Salvador, Joceval Rodrigues, autor da homenagem que teve aprovação unânime dos vereadores, abriu a sessão falando da alegria de conceder a Medalha Santa Dulce dos Pobres à sobrinha da religiosa baiana. “A Medalha Santa Dulce foi criada para ajudar na propagação dos bons exemplos e das pessoas que se dedicam ao próximo, ao bem comum. Estou muito orgulhoso de entregar a primeira medalha a Maria Rita, uma mulher que não gosta de homenagens, discreta, mas que tem uma alegria e um sorriso que mostram que dá prazer fazer o bem”. 

Em seu discurso, a superintendente da OSID disse estar representando todos os profissionais, religiosos e voluntários que se dedicam ao legado do Anjo Bom e agradeceu as diversas manifestações de apoio e carinho à causa de Canonização de Irmã Dulce. A jornalista que assumiu a missão de dar continuidade ao império do bem deixado pela Mãe dos Pobres falou da emoção de receber tão importante homenagem. "Com muita emoção e gratidão recebo essa medalha pedindo a intercessão de Santa Dulce para que sua obra continue a ser inspiração de amor e serviço para todos nós”.

Maria Rita, que chegou ao plenário ao som de Doce Luz, canção oficial da Canonização de Irmã Dulce, destacou também como a preocupação em amparar o necessitado, oferecer a própria vida ao serviço de amor ao semelhante, esteve presente em todas as iniciativas de Santa Dulce dos Pobres, e fez um pedido especial: “Que esta medalha seja sempre uma representação digna da política do amor tão bem personificada por ela em inúmeros exemplos diários de vivência da caridade, de um ser humano muito além do seu tempo”, declarou. Sob fortes aplausos, Maria Rita recebeu a medalha que homenageia a primeira santa brasileira e traz grafada uma frase emblemática do Anjo Bom: “O importante é fazer a caridade, não falar de caridade”.

Reconhecimento - Presidente de honra do conselho da OSID, Dom Murilo Krieger parabenizou Maria Rita pela condecoração e salientou a importância da homenagem para a instituição. “Somos testemunhas de que Maria Rita dedica-se com alegria e entusiasmo a esse trabalho tão importante à frente das Obras, que é uma verdadeira herança que a sua tia deixou para Salvador, para a Bahia e o Brasil. Uma condecoração como esta vai projetar melhor as Obras de Irmã Dulce e vai despertar em cada pessoa aquele sentimento de bondade que todo ser humano tem no coração. O que eu constato depois de quase nove anos nesta cidade é que ela precisa de muitas Irmãs Dulces”, disse o arcebispo. 

Representando o prefeito da capital baiana, Bruno Reis falou da realidade social de Salvador e do quanto o trabalho de organizações como as Obras Sociais Irmã Dulce é importante para a cidade. O vice-prefeito também ressaltou o comprometimento de Maria Rita nesses 27 anos como superintendente da OSID, “enfrentando desafios e dificuldades para dar aos pobres e doentes o atendimento que eles merecem”. “Conheço de perto a realidade das organizações sociais de Salvador e sei das dificuldades que Maria Rita enfrenta para manter 2 mil atendimentos diários. Mas ela permanece serena diante dos desafios. Embora seja discreta como a tia, aprendeu com ela como bater na porta e pedir ajuda para os menos favorecidos”.