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Jovem doa presente de aniversário para pacientes da OSID

Jovem doa presente de aniversário para pacientes da OSID

“Gratidão”. Com uma palavra, a administradora de empresas Maria de Oliveira sintetiza o gesto solidário e sua motivação mais profunda. Assim, com este sentimento, embalou os 112 pacotes de fraldas geriátricas que ganhou de presente do seu aniversário de 30 anos, no último dia 25, para doar às Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Como estava em isolamento social, devido à pandemia da Covid-19, ela cancelou a festa, mas planejou um esquema especial para pegar as doações dos amigos que colaboraram com sua campanha. “Uma parte, eu recebi através de depósitos online; a outra fui buscar pessoalmente”, conta.

Maria quis compartilhar a alegria de uma fase singular de sua vida, marcada pela nova idade e pela realização do sonho da casa própria: “Venho de uma família pobre. Sou a primeira a me formar e a adquirir um imóvel. Então, o que sinto é isso, gratidão por tudo. Por isso, não haveria melhor presente que receber algo a ser doado para quem precisa”.

A história por trás do gesto é ainda mais bonita. Revela a relação de Maria com as Obras Sociais, a partir de uma experiência pessoal de sofrimento e muitas descobertas, iniciada quando sua mãe, dona Maria Cristina, foi internada no Hospital Santo Antônio, após complicações causadas por um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI). A paciente completou o período de internação na unidade de geriatria da OSID até falecer, meses depois, em 2014, aos 59 anos.

Maria conta que, durante um ano e meio acompanhou a mãe hospitalizada na OSID e que nesse tempo pôde conhecer um pouco mais sobre as Obras de Irmã Dulce, seu legado de amor e esperança às pessoas menos favorecidas. “No dia a dia, percebi que os pacientes ali têm mais do que precisam, têm mais do que os cuidados e atenção dos profissionais de saúde. O tratamento é humano, é de generosidade. Tenho essa gratidão! Por isso, sempre que puder, vou ajudar a OSID”.

A vivência também fez com que Maria pudesse estabelecer uma profunda conexão interna com a fundadora das Obras Sociais, a Santa Dulce dos Pobres. Segundo explica, mesmo sem ser católica, fez questão de ir ao Vaticano, em outubro do ano passado, para assistir à cerimônia de Canonização da freira baiana, realizada pelo Papa Francisco. Maria quis ver de perto o coroamento da primeira santa brasileira, pois, para ela, tudo em Irmã Dulce fala de amor, “do seu amor pelo próximo”.