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Hospital do Oeste já cadastra doadores de medula óssea

Hospital do Oeste já cadastra doadores de medula óssea
A Unidade de Coleta e Transfusão do Hospital do Oeste, em Barreiras, iniciou esta semana o cadastramento de doadores de medula óssea. O objetivo é integrar possíveis doadores de qualquer parte do mundo a pessoas que estejam na fila de espera por um transplante. Em 2011 na Bahia, 2.226 pessoas se cadastraram e foram realizadas 31 doações. A medula óssea é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos. É nela que são produzidos os componentes do sangue. Por isso, o transplante é indicado no caso de algumas doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia. A habitual fila de espera por um transplante deve-se à dificuldade em encontrar doadores compatíveis: a probabilidade de haver doadores na mesma família é de 35%; já no caso de pessoas sem parentesco, ela cai para apenas 1%. Erenilson Freitas passou seis meses internado no HO por causa de uma deficiência na medula óssea. Em 2011, graças à compatibilidade de um irmão, ele conseguiu realizar o transplante. “Agradeço todos os dias por ter conseguido a ajuda na minha própria família, pois sei da dificuldade que é. Hoje, tenho uma vida saudável,” comenta. O esforço dos profissionais da unidade de coleta e transfusão e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HO, agora, é pela sensibilização da sociedade para a importância do gesto solidário. “É preciso muita conscientização das pessoas, é preciso que entendam o quanto o procedimento é simples, quando se pensa em salvar uma vida”, argumenta a coordenadora da UCT, Katrinna Porto. Cadastro Para ser doador é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar saudável. O cadastro é feito por meio do preenchimento de um termo de consentimento da doação e da coleta de uma pequena amostra de sangue para envio ao Redome - Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Feito o cadastro, o candidato será chamado assim que surgir um paciente com a medula compatível. É nesse momento que o doador decide, de fato, sobre a aceitação do transplante, a ser realizado em alguma capital do Brasil. A medula é retirada por meio de punções no osso da bacia e se recompõe em apenas 15 dias.