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UTI do HO: 70% dos pacientes são de outras cidades

UTI do HO: 70% dos pacientes são de outras cidades
A dona de casa Natália Maciel está com o filho recém-nascido na UTI neo natal do Hospital do Oeste, em Barreiras. A criança nasceu prematura em Ibotirama e teve que percorrer 206 quilômetros para encontrar o atendimento especializado. Assim como o bebê de Natália, sete em cada dez pacientes internados na unidade vêm de outras cidades ou, até mesmo, de outros estados, como o Piauí. Hospital de referência, o HO, é o único a oferecer o serviço em toda a região Oeste da Bahia. Com 22 leitos, sendo sete de cuidados intensivos e 15 de semi intensivos, a UTI neonatal do HO tem taxa de ocupação de 100%. “Para atender à demanda, o trabalho precisa ser intenso. Além disso, não temos o número suficiente de profissionais na região”, explica o médico coordenador da unidade, Rilton Brandão. Da mesma forma, os sete leitos da UTI pediátrica e os 16 leitos da UTI adulto (dez de cuidados intensivos e seis de semi intensivos) também estão sempre ocupados. A média de internação é de cinco dias, mas há casos de pacientes que permanecem meses na unidade. “Isso faz com que a demora na desocupação dos leitos seja maior”, informa o médico coordenador, Carlos Magno Gomes. A demanda ininterrupta de pacientes de fora por leitos de UTI, responsável pela alta taxa de ocupação, não impede que o serviço seja prestado com nível de excelência. Moradora de São Desidério, a 30 km de Barreiras, Adélia Barreto se diz satisfeita. “Ainda bem que consegui atendimento aqui, eu e minha filha estamos sendo muito bem cuidadas. Graças à equipe do hospital, minha filha está bem”, atesta. Construído pelo Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), o Hospital do Oeste abriu suas portas em 2006. O início de suas atividades é considerado um marco, já que, até então, a única saída para boa parte dos pacientes com perfil semelhante aos que hoje recebem atendimento no HO (incluindo os de UTI) era o encaminhamento para as capitais mais próximas, como Salvador e Brasília.  À época, o hospital contava apenas com 24 leitos de UTI e 15 de cuidados semi intensivos, entre neonatal, adulto e pediátrica. Hoje o número de leitos de semi intensiva passou para 21, o que garante um suporte maior no atendimento.