Notícias

Saudades do guerreiro

Saudades do guerreiro

Ontem (dia 29) foi sepultado o corpo do eletricista Salvador Souza Santos, 68 anos, a 19ª vítima do naufrágio da embarcação Cavalo Marinho I, ocorrido na manhã da última quinta-feira, na Baía de Todos os Santos. Admirador das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) e devoto da freira baiana, Salvador sempre procurava ajudar a instituição e contribuir com o legado do Anjo Bom do Brasil. Entre as iniciativas, recolhia assiduamente notas fiscais em lojas e mercados para doar à OSID e participava de diversas atividades voluntárias, tendo inclusive atuado na cerimônia de Beatificação de Irmã Dulce. A admiração pela Mãe dos Pobres podia ser percebida também nas missas no Santuário da beata, que fazia questão de frequentar, e no quadro com a foto da religiosa pendurado logo na entrada do seu sítio, em Mar Grande.

Na despedida do amigo, profissionais e religiosos da OSID, presentes ao sepultamento realizado no Cemitério Quinta dos Lázaros, na capital baiana, colocaram junto ao caixão uma medalha, um santinho e uma fitinha de Irmã Dulce – uma homenagem em forma de gratidão a quem soube reproduzir em gestos o Amar e Servir propagado pela freira baiana. “Ele era uma pessoa ótima e muito prestativa. Não foi à toa que o escolhi como padrinho de minha filha”, comentou emocionada a enteada do eletricista, Hyde Barbosa, funcionária do Centro de Fisioterapia da OSID. Segundo Hyde, a admiração de Salvador pelas Obras Sociais começou a partir do relacionamento dele com a mãe dela, a aposentada Valdisa Barbosa, que trabalhou por três décadas na instituição. “Vão ficar a saudade e as lembranças de um homem bom, que fazia tudo pelas pessoas. Só propagava o bem”, completou Marcelo Coelho, um dos filhos do querido Salvador.

Pai de quatro filhos, o eletricista morava em Mar Grande, mas todos os dias ia trabalhar na capital baiana. Durante o acidente, segundo familiares, ele foi o primeiro a pular no mar, conseguindo salvar duas mulheres. Ao longo da vida e nos instantes finais dela, Salvador fez jus ao nome e ao apelido que levava: Guerreiro. As Obras Sociais Irmã Dulce agradecem a Salvador pela amizade e dedicação ao longo de tantos anos, ao mesmo tempo em que externam sua solidariedade a todos os familiares que perderam seus entes queridos nesse trágico naufrágio.