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"Salve, salve a Irmã Dulce do amor!"

Nos olhares, gestos, aplausos, orações, sorrisos e lágrimas, a certeza de que Irmã Dulce continua presente na vida de milhares de pessoas. Ontem, 13 de agosto, a Festa em honra à Bem-Aventurada Dulce dos Pobres reuniu fiéis e admiradores de toda parte para um dia inteiro de homenagens, com inesquecíveis demonstrações de fé e devoção ao Anjo Bom do Brasil (veja abaixo na galeria de imagens).

O dia amanheceu já em ritmo de comemoração no Santuário da Bem-Aventurada com a Missa da Aurora, celebrada por Dom Tommaso Cascianelli, bispo da Diocese de Irecê, seguida da Missa dos Enfermos, presidida por frei Mário Erky, capelão das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Com o santuário lotado, a agenda festiva continuou com a Missa Solene, que teve como celebrante o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger e a presença de 20 bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe): Dom Luís Pepeu, arcebispo de Vitória da Conquista e presidente do Regional Nordeste 3; D. Itamar Vian (arcebispo de Feira de Santana); D. João Nilton Souza (Amargosa); D. Luís Flávio Cappio (Barra); D. Josafá Menezes da Silva (Barreiras); D. Ricardo Brusati (Caetité); D. José Edson de Oliveira (Eunápolis); D. Giovanni Crippa (Estância); D. Ceslau Stanula (Itabuna); D. Mauro Montangnolli (Ilhéus); Dom Tommaso Cascianelli (Irecê); D. José Ruy Lopes (Jequié); D. José Geraldo Cruz (Juazeiro); D. Armando Bucciol (Livramento de Nossa Senhora); D. Guido Zendron (Paulo Afonso); D. Mário Sivieri (Propriá); D. André de Witte (Ruy Barbosa); D. Ottorino Assolari (Serrinha); D. Carlos Alberto dos Santos (Teixeira de Freitas) e D. Gilson Andrade (bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador).          

“É com alegria que estamos aqui participando desse momento de Ação de Graças. Irmã Dulce é um exemplo de doação, dedicação, abnegação e de serviço aos pobres. É um prazer para nós bispos celebrarmos esse momento especial da vida da beata, justo no ano do seu centenário de nascimento”, declarou Dom Luís Pepeu.

Em sua homilia, Dom Murilo destacou a importância de perpetuar a herança deixada pelo Anjo Bom: fazer o bem e ajudar a quem precisa. “O legado que ela nos deixou é apenas uma mostra do impulso que guiou a sua vida. Inconformada com a miséria, a desigualdade social e a injustiça, Irmã Dulce arregaçou as mangas em favor dos doentes e necessitados. A Dulce dos Pobres continua sendo necessária. É importante que, mesmo depois de sua morte, não nos esqueçamos da lição de amor e caridade que nos deixou”. Para a superintendente das Obras, Maria Rita Pontes, a festa litúrgica da Bem-Aventurada é um momento para “relembrar e seguir o exemplo de bondade, amor, fé e dedicação do Anjo Bom”. A celebração também reuniu profissionais, gestores, líderes, conselheiros, voluntários, alunos, pacientes e moradores da OSID, além de religiosos e parceiros da instituição.

Luz na Praça - Pela tarde, a programação continuou contagiando os devotos da freira baiana. Tanto na Ciranda de Fé, tendo à frente o padre Lázaro Muniz, pároco da Catedral Basílica do Terreiro de Jesus, como na Missa dos Devotos, presidida por frei Liomar Pereira, Ministro Provincial dos Frades Capuchinhos da Bahia e Sergipe. Encerrando a programação, uma Procissão Luminosa embelezou a Praça Irmã Dulce depois de um dia de tantas e belas manifestações de admiração e gratidão.

Com lágrimas nos olhos, a dona de casa Ambrosina Novaes de Souza, 73, conta que conheceu a beata e acompanhou vários momentos de sua trajetória. “Venero Irmã Dulce com toda a fé e amor que tenho dentro de mim. Além de ter sido um anjo para os pobres, deixou essa obra que ajuda a tanta gente. Sempre que eu preciso de algum atendimento de saúde venho para o hospital dela e sou muito bem recebida”.  

Em seu primeiro ano como reitor do Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, frei Vandeí Santana avalia a quarta edição da festa em honra a Irmã Dulce como “muito positiva”. “O objetivo maior é olhar e apresentar Dulce não só pelo que ela fez, construiu e edificou, mas, sobretudo, pelo que ela era. Dulce era capaz de dar a vida pelo outro porque, dotada de tão grande espiritualidade, pôde ver, contemplar e socorrer o Cristo sofredor na pessoa do irmão”.