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OSID ganha obra de arte em homenagem ao centenário de Irmã Dulce

OSID ganha obra de arte em homenagem ao centenário de Irmã Dulce

Mãe dos Pobres, obra do artista visual Ricardo Franco, acaba de ser incorporada ao acervo do Memorial Irmã Dulce, hoje estimado em mais de 15 mil peças, entre objetos pessoais, ex-votos e documentos relacionados à história da Bem-Aventurada. A pintura em tinta acrílica sobre tela, de 120 x 100 cm, foi doada pelo artista às Obras Sociais Irmã Dulce – OSID na última sexta-feira (31/10), e entregue em mãos à superintendente das Obras, Maria Rita Pontes. Na ocasião estava presente também o gestor de Infraestrutura da instituição, Eduardo Senna.

Além de sua qualidade artística, a obra agrega um valor afetivo singular ao articular várias histórias de vida em torno da figura carismática e da espiritualidade de Irmã Dulce. Senna, o gestor da OSID, e Franco, o artista, amigos de infância, descobriram uma terceira pessoa ligada a eles através da devoção ao Anjo Bom: Osvaldo, tio do pintor. “É um devoto com uma ligação forte com Irmã Dulce. Chega a postar muita coisa em seu Facebook”, conta Senna.

Para pintar a beata, o artista foi estimulado ainda pelas próprias memórias. “Sou filho de pais muito católicos e sempre tive a religião muito presente em minha vida. Um dia, o Colégio Antônio Vieira trouxe seus alunos ao Hospital Santo Antônio para conhecer Irmã Dulce, e eu estava entre eles. Esta é uma lembrança viva em mim”. Unindo tantos laços, Mãe dos Pobres, a obra doada ao Memorial, cumpre bem mais do que o objetivo inicial de Ricardo Franco, de “contribuir com a instituição”. A representatividade do gesto tocou Maria Rita Pontes: “Além de ser uma tela muito bonita e moderna, também tem um valor afetivo, pois chegou através de um amigo de Senna que resolveu prestar mais uma homenagem a Irmã Dulce no seu centenário”.

Para compor Mãe dos Pobres, Ricardo Franco se inspirou em uma fotografia clássica da beata da década de 1980, na qual abraça um dos residentes do orfanato que fundou, em Simões Filho. Nesta obra, o artista, que trabalha desconstruindo imagens com base na utilização de planos, imprime o estilo premiado no Brasil e no exterior, e que em breve estará em exposição também no Memorial Irmã Dulce.

O artista - Ricardo Franco vive e trabalha em Salvador, onde nasceu. Realizou sua primeira exposição individual em 2011 e participou de exposições coletivas em Barcelona, Paris, Nova York, Shangai e Berlim, e também na Itália, Finlândia, Portugal e Egito. Também teve trabalhos exibidos em exposições coletivas em Salvador, Feira de Santana, São Paulo e Rio de Janeiro, onde foi premiado duas vezes no Salão de Artes. Em seu portfólio, destacam-se o prêmio na Bienal de Spoleto (Itália), com a obra Arapuca, e o Troféu Destaque 2011, em Niterói. Franco conquistou ainda o Melhor Tema, no Salão Internacional de Arte Contemporânea em Barcelona.