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Obras Irmã Dulce sediam encontro sobre tratamento do Pé Torto Congênito

Obras Irmã Dulce sediam encontro sobre tratamento do Pé Torto Congênito

Ortopedistas de vários estados brasileiros e convidados internacionais estão reunidos nas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), no Largo de Roma, em Salvador, participando da segunda etapa do programa “Erradicando o Pé Torto Congênito no Brasil”, apoiado pela Rotary Ponseti Internacional e Ponseti Brasil. O evento teve início ontem (30) e prossegue na tarde desta sexta-feira (31). Durante o encontro os profissionais estão tendo a oportunidade de treinar e aperfeiçoar o método Ponseti, que torna mais eficaz o tratamento da deformidade ortopédica muito comum nos recém-nascidos. Além da troca de experiências, pacientes cadastrados no ambulatório estão sendo atendidos.

Segundo o ortopedista pediátrico da OSID, Antônio Gonçalves, o método Ponseti é uma técnica específica de colocação do gesso e manipulação do pé que apresenta grandes resultados: “O método consiste em realizar trocas semanais de gesso, com manipulações específicas e suaves. Dura em média cinco semanas e ao final você obtém uma correção da deformidade de 90%. O método também inclui, em alguns casos, uma pequena cirurgia que pode ser feita em ambulatório, com anestesia local, para corrigir a última fase da malformação. A manutenção da correção é feita com o uso de órteses, também conhecidas como ‘botinhas’”. Ainda de acordo com o ortopedista, o acompanhamento da criança para iniciar o tratamento do pé torto congênito deve acontecer nos primeiros dias de vida.

A técnica que revolucionou o tratamento do pé torto congênito no Brasil apresenta diversos benefícios, o principal deles é evitar que a criança seja submetida a uma cirurgia extensa. O método Ponseti também ajuda a diminuir o tempo de espera pelo acompanhamento e a reduzir os custos hospitalares, pois só utiliza um ambulatório de Ortopedia, gesso e, em poucos casos, precisa de um centro cirúrgico. “Com os custos de um tratamento convencional você consegue fazer de oito a dez com o método Ponseti”, destacou Gonçalves.

“É uma alegria ter a oportunidade de corrigir essa deformidade sem precisar passar por uma cirurgia tão complexa”, comemora Simone Lima que acompanhava o filho em mais uma troca de gesso no ambulatório de Ortopedia das Obras (foto abaixo). 

Na Bahia, o Hospital Santo Antônio da OSID é um dos centros de referência para acompanhamento do pé torto congênito. O serviço foi implantado há 16 anos e atende centenas de crianças do interior e até de outros estados. A expectativa com o treinamento é que o serviço seja implantado em várias cidades do Brasil, garantindo o acesso da população ao tratamento.

A segunda etapa do programa “Erradicando o Pé Torto Congênito” também foi realizada ontem (dia 30) no Hospital Martagão Gesteira, e finaliza amanhã (1) no Centro Médico Cárdio pulmonar.