Obras Sociais Irmã Dulce

 
 
 

Beatificação

 

Iniciada em janeiro de 2000 pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, a causa de beatificação de Irmã Dulce, que foi distinguida no mesmo ano pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus, busca o reconhecimento pela Igreja Católica das virtudes, da fama de santidade e da determinação incansável de uma vida dedicada aos mais necessitados.

Desde junho de 2001 o processo tramita na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano. Em junho de 2003, a Congregação recebeu a Positio, documento do processo canônico misto de relato biográfico e das virtudes e resumo dos testemunhos do processo que atestam as ações virtuosas da Serva de Deus. Com a apresentação do documento à Congregação, o papa João Paulo II deve, em breve, distinguir Irmã Dulce com o título de venerável – um grau abaixo do de beata.

A apresentação da Positio é o primeiro passo para a beatificação. O segundo é a caraterização de um milagre. Em junho, o Vaticano reconheceu juridicamente um possível milagre ocorrido por intercessão de Irmã Dulce. O fato da confirmação jurídica do milagre e da conclusão da Positio terem ocorrido em paralelo queima etapas favorecendo o processo e fazendo com que a beatificação fique mais próxima. O reconhecimento foi feito após um rigoroso trabalho de investigação conduzido por uma equipe indicada pela Congregação.

No anúncio desses fatos à imprensa, o Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, confessou seu otimismo. "Isso acelera bastante o processo de beatificação de Irmã Dulce. Agora, cabe a Roma analisar as virtudes do ponto de vista da heroicidade, de alguém que viveu o que professou: a caridade e o amor ao próximo".

Com a rapidez do processo, Irmã Dulce pode vir a ser a primeira Santa de nacionalidade brasileira. Madre Paulina, canonizada em 2003, viveu a maior parte da sua missão no Brasil, mas era Italiana de nascimento.

Para o postulante ser reconhecido como beato (grau anterior ao de santo), é necessário a confirmação de um milagre, que só é validado após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade , que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição , que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter ‘ preternatural ' (não explicado pela ciência).

O postulador da causa de Irmã Dulce, frei Paolo Lombardo, confia que o processo de beatificação e canonização de Irmã Dulce será bem sucedido porque não faltaram depoimentos para atender a uma das maiores exigências da Congregação: a comprovação das virtudes daquele que pode ser elevado ao grau de santo. Ligado a Ordem dos Frades Menores Franciscanos, Frei Paolo é teólogo, doutor em Ciência Eclesiástica Oriental e 'Arquimandrita' (o equivalente ao título de Monsenhor na tradição latina) do Bispado da Diocese Bizantina de Piana degli Albanesi, Itália. É postulador de cerca de 80 causas de beatificação e canonização em todo o mundo pela Congregação das Causas dos Santos. No Brasil, além de Irmã Dulce, é responsável por mais nove causas.

A participação popular tem sido um das causas da rapidez no andamento do processo. Pessoas de outros estados e até de outros países se juntaram aos baianos na mobilização em defesa da Causa, ajudando com testemunhos e documentos que auxiliaram na tarefa de reconstruir a trajetória de vida da religiosa. O Tribunal Eclesiástico Diocesano de Salvador coletou na fase inicial do processo cerca de cinco mil páginas de depoimentos e documentos, que atestam a fama de santidade em vida e as virtudes heróicas do Anjo Bom da Bahia. Hoje, cerca de três mil graças alcançadas por fiéis e creditadas à intercessão da freira estão catalogadas no Memorial Irmã Dulce.

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